Informação sobre ansiedade, enquanto patologia, causas, sintomas e tratamento da ansiedade, identificando o diagnóstico de fobias, transtorno de pânico, obsessivo, de estresse e  ansiedade generalizada, com dicas para a sua prevenção.


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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Descrição clínica do transtorno de pânico

O transtorno de pânico é o transtorno ansioso mais comum, considerado uma doença crônica, associada com considerável morbidade e custo social.
Os seus aspectos centrais são ataques de pânico, sendo que o primeiro ataque costuma ser espontâneo, embora muitos possam estar relacionados a excitação, esforço físico, atividade sexual ou trauma emocional moderado. Os clínicos devem tentar avaliar qualquer hábito ou situação que costume preceder aos ataques.
Essas atividades podem incluir o uso de cafeína, álcool, nicotina ou outras substâncias.
Geralmente, os ataques de pânico têm duração de 5 a 30 minutos, com o máximo dos sintomas sentidos em aproximadamente 10 minutos e raramente podem ocorrer ataques com duração de mais de uma hora. Os sintomas mentais costumam ser medo extremo e sensação de morrer ou tragédia eminente. Podem ocorrer durante o sono, sendo denominados ataques noturnos. Na maioria dos pacientes, estes podem acordar a pessoa. Os sintomas são semelhantes aos ataques diurnos.
Preocupações somáticas de morte por problemas cardíacos ou respiratórios podem ser o principal foco da atenção do indivíduo durante os ataques. Eles podem acreditar que as palpitações e a dor no peito indicam que estão para morrer.
Em algumas pessoas, o medo de ter um ataque de pânico associa-se a certas situações.
Caracteristicamente tais situações incluem o uso de transporte coletivo, dirigir sobre pontes, estar no meio da multidão, esperar em filas ou sair desacompanhado de ambientes familiares. De uma pessoa assim, diz-se que tem transtorno de pânico com agorafobia. Entretanto, se um padrão e ataques de pânico recorrentes, inesperados for experimentado e o indivíduo se tornar angustiado em antecipação a futuros ataques, então diz-se que o indivíduo tem transtorno de pânico sem agorafobia.

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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Epidemiologia de transtorno de pânico

Os estudos epidemiológicos têm relatado prevalências durante o período de vida de 1,5 a 3% para o transtorno de pânico e de 3 a 4% para os ataques de pânico.
As mulheres têm uma probabilidade duas a três vezes maior que os homens de serem afetadas por transtornos de pânico, ataques de pânico ou agorafobia. Entretanto, em diversos estudos, divórcio ou separação estavam associados com taxas aumentadas tanto de transtorno quanto de ataques de pânico. A história familiar também representa um fator de risco significativo.
Estudos retrospectivos têm relatado que as mulheres com transtorno de pânico vivenciam um aumento nos sintomas de ansiedade e de pânico durante a fase lútea ou prémenstrual do ciclo menstrual, talvez devido ao declínio drástico nos níveis de estrogênio e progesterona que ocorrem nesse período.
O transtorno de pânico tem início tipicamente na fase final da adolescência ou início da idade adulta, mas pode se manifestar na infância. O inicio é raro após os 45 anos de idade. Parentes em primeiro grau de indivíduos portadores de transtorno de pânico apresentam uma chance de quatro a sete vezes maior de desenvolver o transtorno.


Ataques de pânico e de transtornos de pânico

Os ataques de pânico e de transtornos de pânico são problemas comuns em cuidados primários e de especialidade psiquiátrica. Agorafobia é agora diagnosticada de forma independente do transtorno do pânico e devido a esta mudança recente, a maioria dos dados de tratamento farmacológico existentes sobre a agorafobia concentra-se em temas que também dizem respeito a ataques de pânico.

Os ataques apresentam classicamente episódios espontâneos e discretos de medo intenso e pânico que começam abruptamente e duram vários minutos a uma hora. No transtorno de pânico, os pacientes experimentam ataques de pânico recorrentes, sendo que, pelo menos alguns não são desencadeados ou esperados.

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Tratamento das fobias

Pensa-se que a forma mais eficaz de conseguir tratar as pessoas que sofrem de fobias se consegue através da combinação de psicoterapia e medicamentos que são específicos para o tratamento de fobias. Uma forma de psicoterapia envolve a exposição do indivíduo de uma gradual à sua fobia, criando circunstâncias que estão cada vez mais próximas da sua fobia (dessensibilização). Estas situações podem consistir em estímulos reais ou gerados por computador, provocando ansiedade.
Foi demonstrado que a terapia cognitiva comportamental (TCC) pode reduzir significativamente os sintomas fóbicos, ajudando o sofredor de fobia a mudar a sua maneira de pensar. A terapia cognitiva comportamental usa três técnicas para alcançar este objetivo:

Componente didáctica

Esta fase envolve a educação do indivíduo sobre fobias, e formas de tratamento e ajuda, de modo a criar no paciente expectativas positivas e cooperação para a promoção da terapia necessária ao tratamento da fobia.

Componente cognitiva

A componente cognitiva ajuda a identificar os pensamentos e suposições que influenciam o comportamento da pessoa, particularmente aqueles que podem predispô-la para ser fóbica.

Componente comportamental


Esta componente emprega técnicas de modificação de comportamentos para ensinar o indivíduo a utilizar estratégias mais eficazes para lidar com problemas fóbicos.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Sintomas das fobias

As fobias caracterizam-se pelo aparecimento de crises de ansiedade extremas quando a pessoa é exposta a um objecto ou situação, e pode apresentar rubor intenso da face, e situação generalizada de pânico. Dependências de álcool e drogas e depressão grave podem ser aspectos associados ao agravamento das fobias.
Estamos perante uma fobia quando o medo persiste perante um objecto, animal ou situação, quando nessas situações a ansiedade aumenta, quando a pessoa evita de forma intensa essas situações, a pessoa é impedida de fazer a sua vida normal.

Os sintomas físicos das fobias

As pessoas com fobias, muitas vezes têm ataques de pânico. Os ataques de pânico podem ser muito assustadores e angustiantes. Os sintomas geralmente ocorrem de repente e sem aviso.
Assim como sentimentos de ansiedade, um ataque de pânico pode causar sintomas físicos, tais como:
- suor;
- tremulos;
- afrontamentos ou calafrios;
- falta de ar ou dificuldade em respirar;
- uma sensação de asfixia;
- batimento cardíaco acelerado (taquicardia);
- dor ou aperto no peito;
- uma sensação de “borboletas” no estômago;
- náusea;
- dores de cabeça e tonturas;
- sensação de desmaio;
- dormência ou formigueiro;
- boca seca;
- necessidade de ir ao banheiro;
- zumbido nos ouvidos;
- confusão ou desorientação.

Os sintomas psicológicos das fobias

Em casos graves, você também pode experimentar sintomas psicológicos, tais como:
- medo de perder o controle;
- medo de desmaiar;
- sentimentos de medo;
- medo de morrer.


sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Fobias

As fobias são caracterizadas pelo medo exagerado e consequente evitar de situações mais ou menos específicas, tais como lugares públicos (agorafobia), contatos sociais (fobia social), ou de determinados objetos, como aranhas, cobras, etc. (fobias simples).
A palavra fobia deriva de Phobos, deusa grega do medo. Uma fobia é um medo persistente e irracional que resulta em evitar de forma consciente objectos, actividades, situações ou animais que são temidos. A fobia consiste num aumento da ansiedade, até limites que impedem a pessoa de funcionar normalmente, causando um mal-estar enorme. Existem diversos tipos de fobia, como medo de espaços fechados e abertos, medo de aranhas, cobras, cães, alturas, sangue, medo de morrer, medo da vida social, entre outras. No entanto as fobias são medos deslocados sobre algo que existe ao nível inconsciente, logo são deslocados sobre um objecto do consciente, logo mais suportável. Ou seja, são conflitos psicológicos internos que aparecem sobre a forma de medos que se traduzem no aumento da ansiedade. Pode existir ainda uma atitude contrafóbica, a pessoa em vez de evitar o medo, enfrenta-o. São exemplos disso, os desportos perigosos, em que a pessoa pode estar a exibir um comportamento contrafóbico.
Por vezes até um simples pensamento sobre o objecto fóbico, pode causar ansiedade, não é preciso estar na presença da causa da fobia.

Quais são os sintomas de Fobias Específicas?

Os sintomas de fobias específicas podem incluir:
- Medo excessivo ou irracional de um objeto ou situação específica;
- Evitar o objeto ou situação ou suportá-la com grande angústia;
- Os sintomas físicos de ansiedade ou de um ataque de pânico, incluem um batimento acelerado do coração, náuseas ou diarreia, sudorese, tremores ou agitação, dormência ou formigamento, problemas de respiração (falta de ar), sensação de tonturas ou vertigens, ou sensação de que se está a sufocar.
- Ansiedade antecipatória, que envolve o facto de ficar nervoso antes do tempo em certas situações conhecidas de que vai entrar em contato com o objeto de sua fobia (por exemplo, uma pessoa com um medo de cães pode ficar ansiosa ao saber que vai fazer uma caminhada, porque pode ver um cachorro ao longo do caminho).
- Crianças com uma fobia específica podem expressar sua ansiedade através do choro, agarrando-se a um dos pais, ou fazendo uma birra.



domingo, 20 de dezembro de 2015

Ansiedade

Etimologicamente, a palavra ansiedade provém do termo grego Anshein, que significa "estrangular, sufocar, oprimir". O termo correlato, angústia, origina-se do latim, onde angor significa "opressão" ou "falta de ar", e angere quer dizer "causar pânico". Tais palavras latinas derivam da raiz indo-germânica Angh, indicando estreitamento ou constrição.
Todos esses termos referem-se, metaforicamente, à experiência subjetiva característica da ansiedade.
A ansiedade é uma emoção semelhante ao medo, porém, enquanto no medo há uma ameaça definida, na ansiedade, a fonte do perigo é incerta ou desconhecida.
A ansiedade manifesta-se em diferentes planos: psicológico, fisiológico e comportamental. A ansiedade é uma vivência comum de virtualmente qualquer ser humano. A sensação se caracteriza por um sentimento difuso, desagradável, e vago de apreensão, frequentemente, acompanhado por sintomas autonômicos, como cefaléia, perspiração, palpitações, aperto no peito e leve desconforto abdominal. A constelação particular de sintomas presentes durante a ansiedade tende a variar entre as pessoas. A ansiedade é uma resposta a uma ameaça desconhecida, interna, vaga ou de origem conflituosa. A ansiedade quando considerada simplesmente como um sinal de alerta, pode ser encarada como uma emoção semelhante ao medo, podendo preparar o indivíduo para tomar medidas necessárias, para evitar a ameaça ou, pelo menos, atenuar suas conseqüências.
A Organização Mundial de Saúde na sua décima edição da Classificação Estatística e Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10)
agrupa os seguintes transtornos de ansiedade: Agorafobia, Fobias sociais, Fobias específicas, Transtorno de pânico, Ansiedade generalizada, Transtorno misto ansioso e depressivo, Transtorno obsessivo-compulsivo e Reações ao “stress” grave e transtorno de adaptação.
Já o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Norte-Americana de Psiquiatria, na sua quarta versão, (DSM-IV), classifica os transtornos de ansiedade nos seguintes tipos: Transtorno de pânico sem agorafobia, Transtorno de pânico com agorafobia, Fobia específica, Fobia Social, Transtorno obsessivo-compulsivo, Transtorno de Estresse pós-traumático, Transtorno de estresse agudo, Transtorno de ansiedade generalizada, Transtorno de ansiedade devido a uma condição médica geral, Transtorno de ansiedade devido a uma substância e Transtorno de ansiedade sem outra especificação.
Pode-se concluir que os chamados transtornos de ansiedade são um conjunto de transtornos heterogêneos, com quadros clínicos e tratamentos diferentes.

Tipos de transtornos de ansiedade

Existem vários tipos de transtornos de ansiedade que são reconhecidos e estes incluem:
- Transtorno do pânico: Pessoas com esta condição têm sentimentos de terror que surgem de repente e repetidamente sem nenhum aviso. Outros sintomas de um ataque de pânico incluem sudorese, dor no peito, palpitações (excepcionalmente fortes ou batimentos cardíacos irregulares), e uma sensação de asfixia, que pode fazer a pessoa sentir-se como estando a ter um ataque cardíaco ou "ficando louco".
- Transtorno de ansiedade social: Também chamado de fobia social, transtorno de ansiedade social envolve preocupação esmagadora e auto-consciência sobre situações sociais quotidianas. A preocupação, muitas vezes gira em torno de um medo de ser julgado por outros, ou de ter um comportamento que possa causar constrangimento ou levar ao ridículo.
- As fobias específicas: A fobia específica é um medo intenso de um objeto ou situação específica, como cobras, alturas, ou de voo. O nível de medo é geralmente inadequado para a situação e pode motivar a pessoa a evitar situações comuns, quotidianas.
- Transtorno de ansiedade generalizada: Este distúrbio envolve preocupação excessiva, irrealista e muita tensão, mesmo que haja pouco ou nada para provocar a ansiedade.


quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Transtornos comuns de ansiedade

Os transtornos de ansiedade são um grupo de doenças mentais que levam as pessoas a sentirem-se excessivamente amedrontadas, afligidas, ou desconfortáveis durante situações em que a maioria das outras pessoas não experimentam os mesmos sentimentos. Quando os transtornos de ansiedade não são tratados, estes podem ser severamente incapacitantes e podem afetar negativamente as relações ou capacidade de trabalhar ou estudar, e pode mesmo afetar atividades regulares e quotidianas, como ir às compras, cozinhar ou sair.
Os transtornos de ansiedade são as doenças mentais mais comuns na América, afetando em torno de 20 por cento da população em dado momento. Felizmente, existem muitos bons tratamentos para distúrbios de ansiedade. Infelizmente, algumas pessoas não procuram tratamento para sua doença, porque não percebem o quão grave são os seus sintomas ou por vergonha de procurar ajuda.

Transtornos de ansiedade mais comuns, incluem:
• Transtorno do Pânico - caracterizado por "ataques de pânico", em que os resultados do transtorno de pânico criam sentimentos repentinos de terror que podem ocorrer várias vezes, e por vezes sem aviso prévio. Os sintomas físicos de um ataque de pânico incluem dor no peito, palpitações cardíacas, dores de estômago, sensação de estar desconectado, e medo de morrer.
• Transtorno Obsessivo-Compulsivo - Este é caracterizado por pensamentos repetitivos, intrusivos, irracionais e indesejados (obsessões) e/ou rituais que parecem impossíveis de controlar (compulsões). Algumas pessoas com Transtorno Obsessivo-Compulsivo têm compulsões específicas (por exemplo, contagem, arranjos, limpeza) que "devem realizar" várias vezes por dia, a fim de liberar momentaneamente a ansiedade de que algo ruim possa acontecer para si ou para alguém que amam.
• Transtorno de Estresse Pós-Traumático - Quando as pessoas experimentam ou assistem a um evento traumático, como abuso, um desastre natural, ou violência extrema, é normal ficarem angustiadas e sentirem-se "no limite" por algum tempo após esta experiência. Algumas pessoas que experimentam eventos traumáticos têm sintomas graves, tais como pesadelos e flashbacks, ficando muito facilmente assustadas ou com medo, ou com sensação de dormência/irritabilidade, que duram semanas ou até meses após o evento e são tão graves que tornam difícil uma pessoa voltar a trabalhar, ter relacionamentos amorosos, ou "voltar ao normal".
• Fobias - A fobia é um medo irracional e a desativação de algo que realmente representa pouco ou nenhum perigo real para a maioria das pessoas. Este medo pode ser muito incapacitante quando conduz a evasão de objetos ou situações que possam causar sentimentos extremos de terror, medo e pânico.
• Transtorno de Ansiedade Generalizada - Uma grave, crónica e exagerada preocupação com eventos diários é o sintoma mais comum em pessoas com Transtorno de Ansiedade. Esta é uma preocupação que tem a duração de pelo menos seis meses, fazendo com que seja difícil concentrar-se e realizar atividades rotineiras, acontecendo durante muitas horas por dia, em algumas pessoas.
• Transtorno de Ansiedade Social - Um medo intenso de situações sociais que levam a dificuldades nos relacionamentos pessoais e no local de trabalho ou na escola. Indivíduos com transtorno de ansiedade social, muitas vezes têm um medo irracional de ser humilhados em público por "dizer algo estúpido", ou "não saber o que dizer".

Pessoas com transtornos de ansiedade são mais propensas a usar ou abusar de álcool e outras drogas, incluindo benzodiazepinas, opiáceos (por exemplo, analgésicos, heroína) ou cigarros. Isto é conhecido como auto-medicação. Algumas pessoas usam drogas e álcool para tentar reduzir a sua ansiedade. Esta situação é muito perigosa, porque, apesar de algumas drogas provocarem diminuição de sintomas de ansiedade em algumas pessoas, quando elas são tomadas de modo exagerado ou por algum tempo tornam ainda pior os sintomas de ansiedade.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Classificação dos transtornos de ansiedade segundo o DSM-IV

o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Norte-Americana de Psiquiatria, na sua quarta versão, (DSM-IV), classifica os transtornos de ansiedade nos seguintes tipos:
  • Transtorno de pânico com agorafobia
  • Transtorno de pânico sem agorafobia
  • Agorafobia sem história de transtorno de pânico
  • Fobia específica
  • Fobia social
  • Transtorno obsessivo-compulsivo
  • Transtorno de estresse pós-compulsivo
  • Transtorno de estresse pós-traumático
  • Transtorno de ansiedade generalizada
  • Transtorno de ansiedade devido a uma condição médica geral
  • Transtorno de ansiedade induzida por substância
  • Transtorno de ansiedade não especificado

domingo, 28 de setembro de 2014

Sintomas físicos de ansiedade

A ansiedade pode causar muitas sensações no corpo, que se prepara para o perigo. Estas sensações são chamadas de "reação de alarme", e ocorrem quando o sistema de alarme natural do corpo é ativado.
Batimento cardíaco rápido e respiração rápida ocorre quando o corpo se prepara para a ação, obtendo o sangue e oxigênio suficiente para os principais grupos musculares e órgãos essenciais, permitindo-lhe fugir ou lutar contra o perigo.

- Suar. Suar esfria o corpo. O suor também torna a pele mais escorregadia e difícil para um animal ou pessoa o agarrar ou atacar. 
- Náuseas e dor de estômago. Quando confrontado com o perigo, o corpo desliga sistemas/processos que não são necessários para a sobrevivência. Dessa forma, pode dirigir a energia para funções que são críticas para a sobrevivência. A digestão é um dos processos que não é necessário em caso de perigo. Devido a isso, a ansiedade pode levar a sentimentos de dores de estômago, náuseas ou diarreia.
- Sentimento de tonturas ou vertigens. Porque o nosso sangue e oxigênio dirige-sei para os principais grupos musculares quando estamos em perigo, nós respiramos mais rápido, a fim de mover o oxigênio para os músculos. No entanto, esta resposta pode causar hiperventilação (muito oxigênio, devido a respiração muito rápida, para preparar o corpo para a ação), o que pode fazer você sentir tonturas ou vertigens. Além disso, como a maior parte de seu sangue e oxigênio que vai para os braços e pernas (para "lutar ou fugir"), existe um ligeiro decréscimo de sangue para o cérebro, o que também pode fazer com que se sinta tonto. Não se preocupe! a ligeira diminuição do fluxo sanguíneo para o cérebro não é perigosa.
- Aperto ou dor no peito. Seus músculos ficam tensos quando o seu corpo se prepara para o perigo. Portanto, o seu peito pode sentir-se apertado ou doloroso quando você toma grandes respirações, enquanto os músculos peitorais ficam tensos.
- Sensações de dormência e formigamento. A hiperventilação (demasiado oxigênio) também pode causar dormência e formigamento As sensações de formigamento também podem estar relacionadas ao facto de que os cabelos em nossos corpos, muitas vezes levantam-se, quando confrontados com o perigo, já que este aumenta a nossa sensibilidade ao. toque ou movimento. Finalmente, os dedos das mãos e pés também podem sentir dormência/ formigamento, já que o sangue flui para longe dos locais onde ele não é necessário (como os dedos) e vai para grandes grupos musculares que são necessários (como os braços).
- Visão Irreal ou visão brilhante. Ao responder ao perigo, nossas pupilas dilatam para deixar entrar mais luz, e para ter a certeza de que nós podemos ver com clareza suficiente. Esta reação faz com que o ambiente pareça mais brilhante ou mais confuso, e às vezes menos real.
- Pernas pesadas. Ao preparar as pernas para a ação (luta ou fuga), existe um aumento da tensão muscular, bem como aumento do fluxo sanguíneo para os músculos, podendo causar a sensação de pernas pesadas.
- Sensações de sufoco. Aumento da tensão muscular ao redor do pescoço, ou respiração rápida ressecam a garganta, o que pode provocar uma sensação de sufoco.
- Os flashes quentes e frios. Estas sensações podem estar relacionadas com sudorese e constrição dos vasos sanguíneos na camada superior da pele. Esta constrição também ajuda a reduzir a perda de sangue, se você for ferido.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Psicologia, como tratamento de transtornos de ansiedade

Os psicólogos são altamente treinados e qualificados para diagnosticar e tratar pessoas com transtornos de ansiedade, utilizando técnicas baseadas na melhor pesquisa disponível. Extenso treinamento dos psicólogos inclui a compreensão e uso de uma variedade de psicoterapias, incluindo terapia cognitiva-comportamental.
Por vezes, os psicólogos usam outras abordagens para um tratamento eficaz, além de psicoterapia individual. A psicoterapia de grupo, tipicamente envolvendo indivíduos não aparentados, em que todos têm transtornos de ansiedade, pode ser uma abordagem eficaz para administrar o tratamento e apoio. Além disso, a psicoterapia de família pode ajudar os familiares a compreender melhor a ansiedade de seu ente querido e aprender novas formas de interação que não reforçem a ansiedade e comportamentos disfuncionais associados.
Indivíduos que sofrem de transtornos de ansiedade também podem considerar as clínicas de saúde mental ou outros programas de tratamento especializado que lidam com transtornos de ansiedade específicos, tais como pânico ou fobias que podem estar disponíveis em sua área local. 

A grande maioria das pessoas que sofrem de um transtorno de ansiedade são capazes de reduzir ou eliminar os sintomas de ansiedade e voltar ao funcionamento normal após vários meses de psicoterapia adequada. De fato, muitas pessoas notam melhoria dos sintomas e funcionamento depois de algumas sessões de tratamento.
O paciente deve sentir-se confortável com o psicoterapeuta, desde o inicio. Juntos, o paciente e psicoterapeuta devem desenvolver um plano de tratamento adequado. A cooperação do paciente é fundamental, e deve haver um forte sentimento de que o paciente e o terapeuta estão colaborando como uma equipe para tratar o transtorno de ansiedade.
Nem todos os planos funcionam bem para todos os pacientes. O tratamento tem de ser adaptado para as necessidades do paciente e para o tipo de desordem ou distúrbio, de que o indivíduo sofre. O psicoterapeuta e o paciente devem trabalhar em conjunto para avaliar se um plano de tratamento parece estar no bom caminho. Os pacientes respondem de forma diferente ao tratamento, e por vezes são necessários ajustes no plano.
Os transtornos de ansiedade podem prejudicar seriamente o funcionamento de uma pessoa no trabalho, ambiente familiar e social, mas as perspectivas de recuperação a longo prazo são boas para a maioria das pessoas que procuram tratamento profissional adequado. Pessoas que sofrem de transtornos de ansiedade podem trabalhar com um profissional, como um psicólogo que os pode ajudar a recuperar o controle de seus sentimentos e pensamentos, e sua saúde mental.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Tratamentos eficazes para ansiedade

A maior parte dos casos de transtorno de ansiedade podem ser tratados com sucesso pela formação adequada dos profissionais de saúde mental, como os psicólogos.
A pesquisa tem demonstrado que uma forma de psicoterapia conhecida como "terapia cognitiva-comportamental" pode ser altamente eficaz no tratamento de perturbações de ansiedade. Os psicólogos usam terapia cognitiva-comportamental para ajudar as pessoas a identificar e aprender a gerir os fatores que contribuem para a sua ansiedade.
A terapia comportamental envolve o uso de técnicas para reduzir ou parar os comportamentos indesejados associados com estes transtornos. Por exemplo, uma abordagem envolve o treino de pacientes em técnicas de relaxamento e respiração profunda para neutralizar a agitação e respiração rápida e superficial que acompanham certos transtornos de ansiedade.
Através da terapia cognitiva, os pacientes aprendem a compreender como os seus pensamentos contribuem para os sintomas de transtornos de ansiedade, e como mudar esses padrões de pensamento para reduzir a probabilidade de ocorrência, e a intensidade da reação. Aumento da consciência cognitiva do paciente é muitas vezes combinado com técnicas comportamentais para ajudar o indivíduo a enfrentar e tolerar gradualmente as situações de medo num ambiente seguro controlado. 
Juntamente com a psicoterapia, medicamentos adequados podem ter um papel no tratamento da ansiedade. Nos casos em que são usados medicamentos, o paciente pode ser gerenciado de forma colaborativa por mais de um provedor de tratamento. É importante que os pacientes percebam que há efeitos colaterais para todas as drogas, e que devem ser monitorados de perto pelo técnico de saúde que prescreveu a medicação.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Transtorno de ansiedade

Todo mundo se sente ansioso de vez em quando. Situações estressantes, como cumprimento de prazos apertados ou obrigações sociais importantes, muitas vezes nos deixam nervosos ou com medo.
Experimentar ansiedade leve pode ajudar uma pessoa a tornar-se mais alerta e focada voltando-se para circunstâncias desafiadoras ou ameaçadoras. 
Mas os indivíduos que sofrem de medo e preocupação extrema que não cessa, podem estar sofrendo de um transtorno de ansiedade. A frequência e a intensidade da ansiedade podem ser esmagadoras e interferir com o funcionamento diário. Felizmente, a maioria das pessoas com um transtorno de ansiedade melhoram consideravelmente, depois de tratamento psicológico eficaz. 

Existem vários tipos principais de transtornos de ansiedade, cada um com suas próprias características:
• Pessoas com transtorno de ansiedade generalizada têm medos ou preocupações recorrentes, como a saúde ou finanças, e muitas vezes têm um sentido persistente de que algo ruim está prestes a acontecer. A razão para existirem sentimentos intensos de ansiedade, podem ser difíceis de identificar. Mas os medos e preocupações são muito reais e muitas vezes mantêm os indivíduos distraídos nas suas tarefas diárias. 
• Transtorno do pânico envolve sentimentos repentinos, intensos e não provocados, de terror e pavor. As pessoas que sofrem deste distúrbio geralmente desenvolvem fortes temores sobre quando e onde o seu próximo ataque de pânico irá ocorrer, e como resultado disso, muitas vezes restringem suas atividades. 
• Uma desordem relacionada  envolve fobias ou medos intensos, acerca de certos objetos ou situações. As fobias específicas podem envolver coisas como encontrar certos animais ou voar em aviões, enquanto as fobias sociais envolvem medo de situações sociais ou locais públicos.
• Transtorno obsessivo-compulsivo é caracterizado por sentimentos persistentes, incontroláveis e indesejáveis ou pensamentos (obsessões) e rotinas ou rituais (compulsões) em que os indivíduos se envolvem para tentar evitar ou livrar-se desses pensamentos. Exemplos de compulsões comuns incluem lavar as mãos ou limpar a casa excessivamente por medo de germes, ou verificar repetidamente o trabalho efetuado para evitar erros. 
• Alguém que sofra trauma físico ou emocional grave, como a partir de uma catástrofe natural, acidente grave ou crime, podem ter transtorno de estresse pós-traumático. Pensamentos, sentimentos e padrões de comportamento tornam-se seriamente afetados por lembranças do evento, às vezes meses ou mesmo anos após a experiência traumática. 
Sintomas como medo extremo, falta de ar, palpitações cardíacas, insônia, náuseas, tremores e tonturas são comuns nesses transtornos de ansiedade. 
Embora eles possam começar a qualquer momento, transtornos de ansiedade, muitas vezes surgem à tona na adolescência ou início da idade adulta. Há alguma evidência de que os transtornos de ansiedade funcionam nas famílias; através dos genes, ou como experiências de aprendizagem precoce no seio das famílias que parecem tornar algumas pessoas mais propensas que outras a experimentar estes transtornos.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Como contornar a ansiedade

É necessário não esquecer que a ansiedade é um fenómeno universal, que faz parte da nossa existência. Frequentemente, simples medidas de higiene de vida e a mudança de hábitos quotidianos, podem diminuir ou mesmo eliminar as reacções ansiosas. Reconsidere o seu modo de vida.

Espreguiçar
Em vez de contar com o café para acordar, dedique alguns momentos a uma série de pequenos exercícios, que acabarão com a lassidão matinal, permitindo um relaxamento muscular, o que contribui para um bom início do dia. Espreguice-se lentamente até se aperceber de uma agradável sensação de relaxamento muscular. Pode distender os músculos até sentir um ligeiro incómodo, mas nunca até à dor. Mantenha a distensão 10 a 30 s, pare e recomece de novo, 2 a 3 vezes.

Massagem
A auto-massagem estimula e contribui para dissipar a fadiga do início do dia. Comece por estimular o couro cabeludo, agarrando num punhado de cabelos em cada mão e puxando durante 5 s, até que todo o seu couro cabeludo esteja estimulado. Feche a mão, mas não com força, e bata ligeiramente em todas as partes acessíveis do seu corpo, à excepção da coluna vertebral.

Saia a tempo
Contra o atraso dos transportes públicos ou o congestionamento de trânsito, nada pode fazer. No entanto, pode decidir sair um quarto de hora mais cedo, o que de certo diminuirá consideravelmente a ansiedade matinal no trajecto casa-trabalho.

Organize o seu trabalho
A falta de organização e de planificação são as causas mais frequentes da ansiedade no trabalho. Em cada dia estabeleça um programa de tarefas a cumprir e prioridades. Assim não só evitará os “esquecimentos” mas, sobretudo terá a impressão de controlar melhor as suas tarefas.

Personalize o seu ambiente de trabalho
É no seu local de trabalho que passa a maior parte do seu tempo, por isso é essencial que o torne não só agradável mas confortável e com algo seu. Utilize posters, fotografias, plantas verdes, luz, ou todos os elementos de decoração que lhe agradem de modo a criar o “seu canto”.

Comunique
Muita gente tem tendência a permanecer calado, guardando para si os seus pensamentos e problemas. Fará melhor em conversar. Quer por si, que falando, esclarece e desdramatiza a situação, quer pela sua família e amigos, na medida em que, se ficar calado, pensarão serem culpados dos seus problemas, ou que não deposita confiança neles. Em caso de conflito com alguém não adie o momento de falar à pessoa em questão.

Relaxamento
Consiste numa contracção sistemática dos principais músculos do corpo, seguida de uma distensão. O efeito calmante é muito rápido, 10 a 20 minutos.
  • Instale-se num lugar tranquilo, descalço e vestido confortavelmente.
  • Deite-se de costas, braços ao longo do corpo e com as palmas das mãos viradas para cima.
  • Inspire profundamente, retenha a respiração durante alguns segundos e expire lentamente.
  • Contraia com a maior força possível os músculos da cara durante 5 segundos.
  • Faça o mesmo com os músculos dos ombros, dos braços, das mãos, até aos dedos dos pés.
  • Finalmente permaneça imóvel durante alguns minutos imaginando algo de agradável.
Sono
Alguns pequenos “truques” para melhor adormecer:
  • Evite os excitantes á noite, coma um jantar ligeiro e não muito tarde.
  • A leitura é frequentemente um bom meio para relaxar desde que esteja confortavelmente instalado, sentado, apoiado nas costas, pescoço e cabeça.
  • Se acordar com dores nas costas, durma de costas com uma almofada debaixo dos joelhos e com uma toalha enrolada apoiando o pescoço.
  • Adopte uma posição cómoda para dormir; deite-se de lado coluna vertebral e pescoço direitos, cotovelos joelhos e flectidos.
Por outro lado concentrar o seu interesse sobre algo preciso, pode ajudá-lo a eliminar um episódio ansioso.
quinta-feira, 7 de junho de 2012

Transtorno de Ansiedade Social ou Fobia Social em crianças

O Transtorno de Ansiedade Social pode ser entendido como uma vivência exagerada e persistente de ansiedade a estranhos. Crianças com até 2,5 anos tendem a não se sentir confortáveis perto de pessoas não familiares, evitando estabelecer uma comunicação assertiva. Este comportamento é esperado para a idade e deve ser entendido como parte do desenvolvimento infantil normal.
Entretanto, após este período, se o estranhamento persistir e interferir na construção de uma vida social, é possível que este desconforto tenha se tornado patológico.
Normalmente utilizam-se os seguintes critérios diagnósticos para o Transtorno de Ansiedade Social, medo acentuado e persistente, excessivo ou irracional, em uma ou mais situações sociais ou de desempenho que envolvam a exposição a pessoas estranhas ou a possível gozação de terceiros; presença de resposta imediata de ansiedade, caracterizada muitas vezes como um ataque de pânico, resultante da antecipação ou do contato com a situação social temida; reconhecimento de que o medo é irracional ou desproporcional.
As situações sociais e de desempenho temidas são constantemente evitadas, ou suportadas com intenso sofrimento, resultando em prejuízo funcional significativo. O quadro não se deve à ingestão de alguma substância (drogas de abuso ou medicamentos), condição médica geral, e não é melhor explicado por outro transtorno mental.
Apesar de não configurar um critério diagnóstico, a presença de sintomas somáticos é comumente descrita nos momentos de antecipação e exposição à situação social temida.
Palpitações, tremores, sudorese, desconforto gastrointestinal, diarreia, tensão muscular, rubor facial e confusão mental são os sintomas mais frequentes.
Em crianças e adolescentes, algumas considerações acerca dos critérios descritos acima devem ser feitas para que o diagnóstico se confirme. O Transtorno de Ansiedade Social só pode ser diagnosticado em crianças que apresentem habilidades sociais adequadas a sua idade, com pessoas que lhe são familiares. Outra consideração importante é a necessária presença de ansiedade em situações sociais que envolvam outras crianças e não apenas na interação com adultos.
Crianças e adolescentes com Transtorno de Ansiedade Social não precisam reconhecer o medo que sentem como irracional ou desproporcional, mas os sintomas devem ter duração mínima de seis meses.
Este critério é exclusivo para infanto-juvenis, ou seja, para menores de 18 anos.
A resposta ansiosa da criança tende a ser diferente da apresentada pelo adulto. Diante da situação temida, a criança procura se afastar do ambiente com pessoas estranhas e buscar a proteção e segurança junto a pessoas familiares, em especial junto aos pais. Além dos ataques de pânico, o choro e a imobilidade também são reações apresentadas como resposta ansiosa pela criança.

Transtornos de ansiedade em crianças e adolescentes

Os Transtornos de Ansiedade são reconhecidos como alguns dos transtornos mentais mais prevalentes em crianças e adolescentes, encontrando-se atrás apenas do Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade e do Transtorno de Conduta.
Estudos epidemiológicos em populações americanas indicaram que os transtornos de ansiedade em infantojuvenis têm prevalência estimada de 8 a 12%. No Brasil, um estudo populacional encontrou índices de prevalência de 4,6% em crianças e 5,8% entre os adolescentes. Na Inglaterra, observaram-se índices de morbidade similares aos encontrados na pesquisa brasileira e indicaram prevalência de 3,4% em crianças e 5,04% em adolescentes.
Os transtornos de ansiedade podem causar manifestações clínicas capazes de gerar  mportantes prejuízos no funcionamento normal do indivíduo. A ansiedade patológica leva o paciente ao desenvolvimento de estratégias compensatórias para evitar o contato com aquilo que lhe causa temor. Além do consequente prejuízo funcional imediato, implicações de médio e longo prazo possíveis são a diminuição de autoestima e o desinteresse pela vida. Quando o transtorno é presente na infância ou na adolescência e não há tratamento adequado, há incremento na possibilidade do progressivo agravamento da condição mórbida ao longo da vida.

Alimentos que combatem a ansiedade e o cansaço

A alimentação pode ter papel importante na prevenção ou diminuição da ansiedade. Transcrevemos  um artigo pubicado aqui, que consideramos relevante, sobre esta temática:


Diga adeus ao nervosismo, à ansiedade e ao cansaço. Coloque na sua dieta alimentos que têm o poder de estimular o funcionamento do sistema nervoso, acabar com a irritação e espantar a tristeza.

Alface - Ótima para amenizar a irritação. O talo tem lactucina, substância que funciona como calmante. Além disso, é rica em folato. A falta desse elemento no organismo causa depressão, confusão mental e cansaço.

Banana - Pode acreditar: essa fruta tão comum em terras brasileiras, diminui a ansiedade e ajuda a garantir um sono tranqüilo. Ela tem esses poderes por ser rica em carboidratos, potássio, magnésio e biotina. A banana também dá o maior pique porque possui vitamina B6, dando energia.

Carne - Esse alimento possui niacina, uma vitamina do complexo B que, quando está em falta no organismo, causa depressão. Também é rica em ferro e cobre, que combatem a anemia e transportam o ferro. O zinco, presente em sua composição, é antioxidante: combate os radicais livres e retarda o envelhecimento. Além disso, seus aminoácidos fazem o cérebro funcionar melhor.

Espinafre - A verdura contém potássio e ácido fólico, que previnem a depressão. Além disso, espinafre tem magnésio, folato e vitaminas A, C e do complexo B, que ajudam a estabilizar a pressão e garantem o bom funcionamento do sistema nervoso.

Jaboticaba - Essa frutinha contém ferro (que combate a anemia) e vitamina C (que aumenta as defesas do organismo). Suas vitaminas do complexo B agem como antidepressivos. Além disso, a jaboticaba é rica em carboidratos, que fornecem energia e, por isso, reanimam.

Laranja - Rica em vitamina C, cálcio e vitaminas do complexo B, a laranja ajuda o sistema nervoso a trabalhar adequadamente. O cálcio presente em sua composição é relaxante muscular e combate o stress. E essa fruta ainda é energética, hidratante e previne a fadiga.

Leite - A falta de vitamina do complexo B pode acabar com seu bom humor. Além de estarem presentes no leite, essas substâncias também são encontradas nas ervilhas, sementes de girassol, batata e peixe. Leite também tem cálcio (que ajuda a relaxar os músculos) e proteínas (que estimulam o sistema nervoso).

Uva - Essa fruta tem uma boa dose de vitaminas do complexo B, que ajudam no funcionamento do sistema nervoso. A vitamina C e os flavonóides da uva são antioxidantes, que retardam o envelhecimento da pele e ajudam a combater o colesterol. Além disso, é energética.

Ansiedade patológica

Existem estados de ansiedade anormais, é  a chamada  ansiedade patológica, que caracteriza-se pela excessiva intensidade e prolongada duração proporcionalmente à situação precipitante. 
É uma preocupação exagerada que pode abranger diversos eventos ou atividades da vida da pessoa e pode vir acompanhado de sintomas como irritabilidade, tensões musculares, perturbações no sono, entre outros. Costuma causar um comprometimento significativo no funcionamento social, ocupacional e afetivo da pessoa, podendo gerar um acentuado sofrimento.
Nestes casos ao invés de contribuir com o enfrentamento do objeto de origem da ansiedade, atrapalha, dificulta ou impossibilita as ações do indivíduo. Este quadro pode estar presente em diferentes transtornos como tiques, fobias,  e em casos mais graves como o Transtorno de Ansiedade Generalizada ou Síndrome do Pãnico. Nestes casos é imprescíndivel o tratamento, atualmente sendo indicado a combinação da psicoterapia e do tratamento medicamentoso.
Podemos concluir que todas as pessoas podem sentir ansiedade, principalmente com a vida atribulada atual, a ansiedade acaba tornando-se constante na vida de muitas pessoas.
Dependendo do grau e da frequência, pode se tornar patológica e acarretar muitos problemas posteriores, como os Trantornos de Ansiedade. Mas, nem sempre ansiedade é patológica, é preciso fazer esta diferenciação, o que é doença e o que faz parte das nossas vivências, para isso as pessoas devem tentar entender os motivos de seu estado ansioso, analizar mais sua vida, conhercer-se e ter algum tempo para si.
Pois atualmente notamos muito apelo na patologização de sentimentos inerentes aos processos de mudança e crescimento humano, é como se as pessoas não suportassem mais sentimentos desagradáveis vivendo  em um imperativo de felicidade, contudo esses sentimentos também fazem parte e são tão necessários para nosso crescimento quanto as vivências positivas .

Ansiedade normal

Ansiedade é um sentimento de apreensão desagradável, vago, acompanhado de sensações físicas como frio no estômago, aperto no peito, palpitações, transpiração, dor de cabeça, ou falta de ar, dentre várias outras. 
A ansiedade é um sinal de alerta, que adverte sobre perigos iminentes e desconhecidos, porém estes perigos podem ser reais ou imaginários; desta forma a ansiedade caracteriza-se como uma reação natural e necessária para a auto-preservação. Contudo,  não é um estado normal, mas é uma reação normal, podemos compará-la com uma  febre  que não é um estado normal, mas uma reação normal a uma infecção.
A ansiedade está presente ao longo do ciclo de vida do ser humano, sendo inerente á algumas fases de desenvolvimento, por exemplo é normal para o bebê que se sente ameaçado se for separado de sua mãe, o adolescente no primeiro encontro ou o adulto em uma entrevista de emprego poderão estar ansiosos, ou ainda para um idoso quando contempla a velhice e a morte, e para qualquer pessoa que enfrente uma doença.
Portanto podemos entender a ansiedade  como um acompanhamento do crescimento, da mudança, da experiência de algo novo e nunca tentado, e do encontro da nossa própria identidade e do significado da vida. Isso é o que chammos de ansiedade normal, inerente á condição humana e que geralmente não precisa ser tratada por ser natural e auto-limitada.

Transtorno de estresse pós-traumático

O transtorno de estresse pós-traumático consiste em reviver experiências perturbadoras, seja em sonhos, seja como lembranças vívidas de imagens do passado, que invadem involuntariamente a consciência - os chamados flashbacks.
As manifestações que se seguem à experiência traumática compreendem o transtorno de estresse agudo.

Transtorno obsessivo-compulsivo

No transtorno obsessivo-compulsivo, há recorrência involuntária de idéias, imagens ou impulsos repugnantes ou sem sentido (obsessão), que podem ser acompanhados da necessidade imperiosa de realizar comportamentos estereotipados ou rituais por exemplo lavar repetidamente as mãos por acreditá-las contaminadas - para aliviar a ansiedade (compulsão).