Informação sobre ansiedade, enquanto patologia, causas, sintomas e tratamento da ansiedade, identificando o diagnóstico de fobias, transtorno de pânico, obsessivo, de estresse e  ansiedade generalizada, com dicas para a sua prevenção.


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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Tratamento das fobias

Pensa-se que a forma mais eficaz de conseguir tratar as pessoas que sofrem de fobias se consegue através da combinação de psicoterapia e medicamentos que são específicos para o tratamento de fobias. Uma forma de psicoterapia envolve a exposição do indivíduo de uma gradual à sua fobia, criando circunstâncias que estão cada vez mais próximas da sua fobia (dessensibilização). Estas situações podem consistir em estímulos reais ou gerados por computador, provocando ansiedade.
Foi demonstrado que a terapia cognitiva comportamental (TCC) pode reduzir significativamente os sintomas fóbicos, ajudando o sofredor de fobia a mudar a sua maneira de pensar. A terapia cognitiva comportamental usa três técnicas para alcançar este objetivo:

Componente didáctica

Esta fase envolve a educação do indivíduo sobre fobias, e formas de tratamento e ajuda, de modo a criar no paciente expectativas positivas e cooperação para a promoção da terapia necessária ao tratamento da fobia.

Componente cognitiva

A componente cognitiva ajuda a identificar os pensamentos e suposições que influenciam o comportamento da pessoa, particularmente aqueles que podem predispô-la para ser fóbica.

Componente comportamental


Esta componente emprega técnicas de modificação de comportamentos para ensinar o indivíduo a utilizar estratégias mais eficazes para lidar com problemas fóbicos.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Psicologia, como tratamento de transtornos de ansiedade

Os psicólogos são altamente treinados e qualificados para diagnosticar e tratar pessoas com transtornos de ansiedade, utilizando técnicas baseadas na melhor pesquisa disponível. Extenso treinamento dos psicólogos inclui a compreensão e uso de uma variedade de psicoterapias, incluindo terapia cognitiva-comportamental.
Por vezes, os psicólogos usam outras abordagens para um tratamento eficaz, além de psicoterapia individual. A psicoterapia de grupo, tipicamente envolvendo indivíduos não aparentados, em que todos têm transtornos de ansiedade, pode ser uma abordagem eficaz para administrar o tratamento e apoio. Além disso, a psicoterapia de família pode ajudar os familiares a compreender melhor a ansiedade de seu ente querido e aprender novas formas de interação que não reforçem a ansiedade e comportamentos disfuncionais associados.
Indivíduos que sofrem de transtornos de ansiedade também podem considerar as clínicas de saúde mental ou outros programas de tratamento especializado que lidam com transtornos de ansiedade específicos, tais como pânico ou fobias que podem estar disponíveis em sua área local. 

A grande maioria das pessoas que sofrem de um transtorno de ansiedade são capazes de reduzir ou eliminar os sintomas de ansiedade e voltar ao funcionamento normal após vários meses de psicoterapia adequada. De fato, muitas pessoas notam melhoria dos sintomas e funcionamento depois de algumas sessões de tratamento.
O paciente deve sentir-se confortável com o psicoterapeuta, desde o inicio. Juntos, o paciente e psicoterapeuta devem desenvolver um plano de tratamento adequado. A cooperação do paciente é fundamental, e deve haver um forte sentimento de que o paciente e o terapeuta estão colaborando como uma equipe para tratar o transtorno de ansiedade.
Nem todos os planos funcionam bem para todos os pacientes. O tratamento tem de ser adaptado para as necessidades do paciente e para o tipo de desordem ou distúrbio, de que o indivíduo sofre. O psicoterapeuta e o paciente devem trabalhar em conjunto para avaliar se um plano de tratamento parece estar no bom caminho. Os pacientes respondem de forma diferente ao tratamento, e por vezes são necessários ajustes no plano.
Os transtornos de ansiedade podem prejudicar seriamente o funcionamento de uma pessoa no trabalho, ambiente familiar e social, mas as perspectivas de recuperação a longo prazo são boas para a maioria das pessoas que procuram tratamento profissional adequado. Pessoas que sofrem de transtornos de ansiedade podem trabalhar com um profissional, como um psicólogo que os pode ajudar a recuperar o controle de seus sentimentos e pensamentos, e sua saúde mental.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Tratamento do transtorno de pânico

Diferentes classes de antidepressivos, incluindo inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), antidepressivos tricíclicos (ADT), inibidores da monoaminoxidase (IMAO) e benzodiazepínicos, são usadas no tratamento do transtorno de pânico.
Embora vários estudos tenham demonstrado a eficácia do tratamento farmacológico para esse transtorno, uma proporção significativa dos pacientes permanece sintomática após o tratamento agudo. Pode-se dizer que os pacientes respondem ao tratamento farmacológico agudo, mas a maioria não apresenta uma remissão completa (resolução completa dos sintomas mantida por um período de pelo menos 3 meses). Isto indica que o transtorno de pânico é uma doença crônica e, como tal, seu tratamento deve ser mantido por um período longo.
A terapia cognitivo-comportamental tem sido, então, recomendada para o tratamento dos sintomas residuais, particularmente quando persistem sintomas agorafóbicos, e é também freqüentemente indicada em qualquer momento do tratamento, pois seus efeitos, associados aos medicamentos, parecem ser mantidos nas avaliações em longo prazo. Esta é também uma técnica que deve ser considerada em situações especiais como gestação, amamentação, impossibilidade de usar medicamentos ou retirada dos fármacos.
A TCC para o transtorno de pânico consiste no uso da psico-educação, de técnicas para enfrentar a ansiedade, reestruturação cognitiva e enfrentamento das situações evitadas.
Por outro lado, o tratamento farmacológico do trnstorno de pânico tem como objetivo bloquear os ataques de pânico, diminuir a ansiedade antecipatória, reverter a evitação fóbica, assim como reconhecer e tratar as co-morbidades. Com o objetivo de avaliar a resposta ao tratamento no transtorno de pânico verifica-se a intensidade e freqüência dos ataques, da ansiedade antecipatória, da evitação fóbica, o funcionamento global e a qualidade de vida.